sábado, 4 de dezembro de 2010

Amar é...

Amar...

É ter um miminho semeado no nosso coração, chamado Amor.
É cuidar de perto, mesmo na distância.
É embalar os sonhos em tranquilidade e silêncio.
É enxugar as lágrimas nas birras.
É tropeçar e magoar, mas dar a mão para levantar.
É crescer bem regados de carinho.
É ser amigo e ter compaixão.
É nunca ter vergonha de dizer "Eu Amo-te".
É trazer a luz do sol na escuridão da solidão.
É fazer florescer o que há de bom em nós.
É ter um sorriso de gratidão e alegria.
É ter um olhar que diz mais que mil palavras.
É saber beijar e abraçar com sentimento e honestidade.
É dar esperança, mesmo que o único fruto colhido seja a tristeza.
Apesar de o fruto não ser doce...

Amar é ... uma felicidade louca... :)

sábado, 6 de novembro de 2010

Era uma vez... uma Menina...

     Era uma vez...
     Uma Menina muito bem disposta e sorridente, uma Menina sonhadora e cheia de esperança.
     Todavia esta Menina era "diferente" das outras meninas, não podia andar, correr ou saltar. Contudo continuava a ser uma Menina alegre e com uma enorme vontade de viver e lutar pelos seus sonhos, mesmo que para isso tivesse de percorrer o caminho não pelas suas próprias pernas, mas com quatro rodinhas que se tornaram as suas amigas fiéis.
     Os anos foram passando e essa Menina com tantos desgostos, tantas batalhas perdidas, tanta desilusão e tristeza foi perdendo o sorriso, a alegria e esperança.
     E num dia de grande sofrimento e desespero, junto da janela do seu quarto vendo o Mundo lá fora, a Menina chorava desejando partir, desistir da vida. Já não aguentava tanto sofrimento, tanta solidão e incompreensão, já não havia nada que a fizesse ter vontade de lutar e continuar vivendo e sorrindo.
     Desejando naquele instante poder voar para bem longe e sentir-se finalmente livre, ouviu uma voz vindo do seu coração, que lhe disse:

_ Olá! Não chores mais, eu estou aqui contigo desde o dia que nasceste, estive sempre presente nas tuas vitórias e alegrias, presenciei cada sorriso teu. Agora estou aqui limpando tuas lágrimas e apesar de todos te abandonarem, eu jamais te deixarei sozinha.

_Fecha os olhos sente a brisa no teu rosto, sente paz e carinho no teu coração pois serão essas as tuas asas para poderes voar e seres livre, e acarinha teus sonhos mesmo que não os consigas realizar, porque um sonho não realizado permanece um sonho.

     Nesse instante poisou um passarinho na umbreira da janela, foi aí que a Menina percebeu que não estava só e que podia ser livre e voar, tal como aquele passarinho , bastava ter carinho e paz interior para que as suas asas pudessem crescer, elevando-a bem alto nos céus onde permanecem os sonhos.
     E o que é feito dessa Menina hoje, perguntam vocês?
     Essa Menina hoje... sou EU.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Saudade...


SAuDADE
de ti eu tenho,
de te esperar e ver-te chegar.

SAuDADE
de te olhar,
de te ver sorrir e falar-me.

SAuDADE
de te tocar e te beijar,
de ter o teu carinho.



SAuDADE
de ter a tua atenção,
de ouvir-te chamar meu nome.

SAuDADE
de ser importante para ti,
de ser alguém na tua vida.

SAuDADE
daquilo que eu tinha e era contigo,
da tua presença por me fazeres feliz.

SAuDADE
... foi apenas isto que me restou... ter SAuDADE.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Preciso de Ti (Rita Guerra)


O QUE ESTÁ AQUI ESCRITO TENTEI DIZER-TE UM DIA, MAS NÃO CONSEGUI...
NEM SEI SE ALGUM DIA TE DIREI OU OUVIRÁS ESTA MÚSICA...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ser Diferente

Ser "DIFERENTE" pode ser horrível, insuportável e até humilhante, não vou dizer que não é, porque é, e sendo eu "DIFERENTE" não posso dizer que me sinta bem e feliz.

Há dias que vem a revolta, a culpa e a tão comum pergunta "PORQUÊ?", mas nunca vou encontrar uma resposta, talvez porque não haja uma resposta. E aí choro, muitas e muitas vezes, até não ter mais lágrimas, desabafo aquilo que nunca ninguém conseguirá compreender, a derrota que sinto, que ninguém saberá como é.

Depois de toda esta frustração, mágoa, tristeza, dor, desilusão e aquele sentimento de inutilidade se dissiparem nessas lágrimas, tudo se torna menos pesado e dificil de suportar. Começo a perceber que se sou assim, se vivo assim e que por isso sofro, talvez haja um próposito ... talvez eu tenha que passar por tudo isto por algum motivo ...

E o motivo que encontro plausivel e justo será o meu sofrimento servir para que eu me torne uma pessoa melhor, honesta e sincera.

E podem ter a certeza que sou :)

Sou uma rapariga "DIFERENTE" não apenas por estar numa cadeira de rodas, sou "DIFERENTE" porque aprendi e tenho valores que muito poucas pessoas têm. Dou demasiada importância aos sentimentos, valorizo cada momento, dou valor aos pequenos gestos, às pequenas e simples palavras.

Digámos que tem dias que me sinto orgulhosa no ser humano que sou, porque a vida me fez crescer à força, sem sequer ter vivido uma infância ou adolescência, ter a consciência de que nasci para ser adulta e ter a coragem e a força para aguentar e vencer num Mundo que não foi feito para mim.

Mas se ser "DIFERENTE" é ter coração puro, humildade, compaixão e bondade, então, SIM, sou "DIFERENTE" com muito gosto, porque vejo e sinto muito para além de um simples corpo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Descobre-me (Pedro Madeira)


ESTA MÚSICA DIZ PRATICAMENTE TUDO O QUE PENSO, SINTO E SOU...
DESCOBRE-ME ...
DESCOBRAM-ME ...

Mais um Pouco de Mim

O que poderei contar sobre mim?Bem, fui uma bébé aparentemente "normal" até cerca dos meus dezoito meses de idade, altura em que a minha mãe notou que havia algo de estranho comigo, já que com essa idade eu não conseguia estar de pé.

Depois de várias idas ao médico sem explicação ou solução para o que estava a acontecer-me, a minha mãe tomou a iniciativa de me levar a uma consulta ao Hospital Maria Pia (Porto).

Foi então que depois de inúmeros exames, desde biópsia a picadas na coluna, foi diagnosticado o meu problema. Uma doença com um nome muito esquisito, é verdade, chamada doença de Werding Hoffman, mais conhecida no nosso país como atrofia espinal.

É uma doença na parte anterior da coluna, que provoca a fraqueza dos músculos causando dificuldades nos movimentos dos membros e provoca a incapacidade de caminhar.

E desde então tudo se tornou complicado para mim, sobretudo com o passar dos anos e com a minha tomada de consciência que haviam montes de coisas e brincadeiras que eu não podia fazer como as outras crianças da minha idade.

Mas nessa altura até não me sentia triste, talvez por ainda ser criança, sabia que não podia brincar como os outros, mas brincava à minha maneira com o que podia.






Passei por muitas coisas más, por ter sido criada num infantário, sendo eu "diferente", estava sujeita às "diabólicas" travessuras de crianças. Fui por muitas vezes parar ao hospital, com braços fracturados, nariz rebentado e por ai fora, tudo originário das quedas, dos empurrões, pela falta de cuidados para comigo, junto das outros miúdos mais "selvagens".





Fiz a escolaridade "normal", em escolas "normais", junto de pessoas "normais" e fui uma das melhores alunas, passei sempre a tudo com distinção. Tive amigas que me acompanharam desde o ensino primário até à conclusão do ensino básico, pena que depois de tantos anos juntas nunca mais me tenham falado ou visitado.



E continuei o meus estudos fui para o ensino secundário, para a área de Humanidades Especifico de Comunicação e Difusão. Foram três anos bem passados, sem qualquer dificuldade de minha parte "fiz aquilo com uma pernas às costas".








Por fim, como não tive vontade de ir para o ensino superior, fiz uma formação profissional na área de Secretariado e Informática, que terminei este ano, mas que ao contrário do que esperava e me disseram, não consegui pelo menos até hoje, arranjar emprego.






Agora estou em casa, procurando e esperando melhores dias, correndo atrás do que mais quero, que é conseguir emprego, um cargo, uma ocupação onde me sinta útil e capaz.







sábado, 17 de julho de 2010

Triste

     É triste sentirmo-nos sós e abandonados no Mundo, sentirmos que não temos o apoio dos amigos, naqueles dias em que parece que o Mundo sem razão aparente nos cai em cima . Em dias em que um simple "Olá!", "Como estás?", já nos faz tão bem, porque nos faz sentir acampanhados, com a sensação que fazemos parte da vida de alguém, que não fomos esquecidos como tantas vezes pensamos ser, pois ninguém nunca mais nos visitou ou nos veio ver ou dar um abraço.
     É também triste não termos a dedicação e a preocupaçao de alguém especial, (confesso que sinto falta de me sentir especial e importante na vida de alguém). :( Mais triste que tudo isto é não ter a aprovação da sociedade, por termos nascido diferentes para nossa infelicidade.
     Toda a gente fala das pessoas com deficiência, dizem que são cidadãos como os outros mas na prática não fazem nada para melhorar o nosso bem estar e facilitar a nossa integração pessoal e profissional na sociedade.
     Sim, sou uma portadora de deficiência motora, fui uma dessas crianças que nasceu diferente, que aprendeu desde cedo a ser tratada e vista como "diferente".
     Fui uma dessas meninas que nasceu sem infância, passando por uma adolescência dolorosa e que hoje já na idade adulta estou mais derrotada que nunca.
     Derrotada, cansada e frustrada, assim sou eu hoje, uma miúda triste que perdeu os sonhos, a esperança e a vontade de viver, porque a vida e algumas pessoas me desgastaram, me magoaram, me fizeram sentir alguém inútil e incapaz. Como se estar numa cadeira de rodas e ser praticamente dependente seja um crime, e como tal eu não ter direito a viver, a sorrir e a sonhar.
    Hoje essas pessoas continuam a viver como se nada tivessem feito, como se nunca me tivessem conhecido ou se cruzado na minha vida e isso choca-me.
     Como há pessoas capazes de se deitar no travesseiro todas as noites e dormirem descansadas, não terem o peso na sua consciência de que magoaram e acabaram com a réstia de alegria e esperança de alguém que só quer ser feliz apesar do sofrimento que a vida por si já lhe causa?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Quero


Quero sorrir a toda a hora
Mas sempre cai uma lágrima rosto fora.

Quero correr e saltar
Mas as minhas pernas não sabem andar.

Quero ser divertida
Mas mesmo assim sou esquecida.

Quero falar de coisas boas sem parar
Mas as coisas más fazem-me calar.


Quero vencer e viver
Mas acabo sempre por desistir e perder.