quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Desenho

Nenhum desenho consegue ser perfeito,
Os traços por vezes copiados
Ou mesmo inventados,
Ganham vontade própria.
Cria-se algo que nunca aconteceu...
Inumeras tintas misturam-se,
E as cores escolhidas
Tornam-se promessas.
Claras como a luz,
Ou negras como a escuridao...
Trabalha-se o belo e o horrendo,
Difícil opção
Numa tela de sensações.
Ora a felicidade, ora a tristeza...
Marcando dois pontos de fuga,
Rabisca-se o horizonte
Infinito em ilusão,
E finito em desilusão...
Acaba-se o desenho,
Fingindo ou acreditando
Naquilo que se inventou.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Em Desassossego

Alegria!
O que seria?
Um rir compulsivo
Sem motivo?

Felicidade!
Será liberdade?
Um viajar mental
Sem lugar real?

Amor!
Será redentor?
Um intimo apego
Sem infinito desassossego?

Saudade!
Será ansiedade?
Um sentir da alma quente
Sem a presença de gente?

Viver!
Será sofrer?
Um corpo a suportar
Sem poder aguentar?


Morrer!
Será só desaparecer?
Um varrer da multidão 
Sem o receio da solidão?