Mar
Deixa escrever-te...
Deixa contar-te as minhas mágoas.
Abafar nas tuas águas
Meus gritos doloridos,
Há muito contidos.
Nas ondas o meu sonho lancei
E tempo sem fim esperei...
Minhas mãos de azul se mancharam,
Molhados meus olhos ficaram.
Como a tempestade em areias desertas,
São as voltas da vida incertas.
Agora...
Preciso partir
E que me façam sorrir.
Deixa-me descansar...
Novos mares procurar
Novos olhares encontrar,
Tão profundos e de encanto
Que busco nem sabes quanto.
Que busco nem sabes quanto.