A “Patinha feia” nasceu
Nunca um passo deu
E cedo percebeu
Porque assim cresceu e sofreu.
Ela é diferente
Não intelectualmente
Mas fisicamente
Dá nas vistas a quem está presente.
O pai nunca a aceitou
Nunca a acarinhou
Ou visitou
Quando ela mais precisou.
Amigos ela não tem
Porque a eles não convém
Levar a sair alguém
Que depende de outro alguém.
Amor?
Só lhe causou dor
Amar alguém que não deu valor
Ao tão dedicado amor.
A mãe nunca a abandonou
Sempre a amou
E mimou
Sempre que ela chorou.
E como nas histórias de encantar
A “Patinha feia” põe-se a imaginar
A desejar e a sonhar
Vir um dia num cisne se transformar.