quarta-feira, 2 de março de 2011

Solidão

Tenho uma “casinha” junto ao coração chamada solidão.
Refugio-me nela dia após dia,
Sem contar as horas em que lá permaneço.
É uma “casinha” escura a solidão,
Cada divisão só tem portas,
Que se fecham á medida que vou passando.
Não existe qualquer luz ou janela,
O som que ouço é apenas o som dos meus pensamentos.
Não há jardim ou flores na minha “casinhasolidão,
Por não haver alegria ou esperança,
Apenas murmúrios de tristeza e incompreensão.
Sinto frio e um vazio no peito que me sufoca,
Enquanto percorro aqueles corredores sem fim.
Ali nem as cores de um belo arco-íris sobrevive,
Só a cor negra de uma terrível tempestade persiste.
E entre sofrimentos e desgostos sem fim,
Vai a minha “casinhasolidão aumentando.
E eu ali me refugio naquele silêncio sombrio,
Enrolada no meu corpo, assustada e a chorar,
Em busca da minha alma.