domingo, 18 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal

     Sempre me ensinaram que o Natal é mais que uma data, é um dia de partilha, de alegria e amor entre as pessoas.
     Mas esta é apenas uma teoria do verdadeiro espírito natalício, porque na prática é tudo bem diferente, é uma data onde ímpera o consumismo, o frenesim às compras dos tão indispensáveis presentes.
     Numa altura em que se fala tanto de crise, porque não aproveitar e comemorar este Natal de forma diferente, seguindo o verdadeiro significado e tradições já perdidas?
Porque não escrever uma mensagem ou telefonar a um familiar ou amigo que já não falamos há muito tempo? Ou porque não visitá-lo e dar-lhe um simples abraço?
     São estes pequenos gestos, estas simples atitudes que valem mais que mil prendas de luxo, que não custam nada, e dá-mos um pouco de nós, um pouco e o mais importante de cada um de nós, dá-mos o nosso coração.
     Este é o significado do meu Natal, e vou comemorá-lo assim, sem materialismo apenas com atitudes de afeto, como esta mensagem que leva um pouco de mim àqueles para quem a escrevi.

     Desejo a TODOS um FELIZ NATAL e que o NOVO ANO seja como esta árvore que desenhei, que (cada quadradinho) represente cada um de nós, distantes mas unidos, e que a (estela no topo da árvore) represente a esperança de um caminho melhor para todos.



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Rosa



Uma flor me foi oferecida
Assim como me foi dada a vida
A flor plantei
E a vida aceitei.
À flor dei o nome de rosa
Para crescer formosa
A mais bela e perfeita
Que para a vida espreita.
De várias cores cada pétala pintei
A azul foi a que mais gostei
Da vida e do céu é cor
Azul do verdadeiro amor.
Espinhos também a minha rosa tem
Como obstáculos a vida contém
Mas os espinhos a ela tirei
Assim como os problemas toda a vida passei.
Anos assim da minha rosa cuidei
Como tantas vezes da pouca sorte chorei
Um dia ela irá murchar
Mas dela sempre me vou lembrar
E eu tal como a minha rosa deixarei a vida
Mas ao contrário dela serei esquecida.

How Do I (Lee Ryan)

domingo, 2 de outubro de 2011

Sonhar

Sonhar é acreditar
Que existem tristezas
E mesmo sem certezas
Se decide lutar

Sonhar é voar
No sol tocar
Nas estrelas saltar
E a lua abraçar
Sonhar é viver
Sem realidade ter
A liberdade conquistar
Sem por ela chorar

Sonhar é conseguir
É finalmente sorrir
Sem desistir
E da vida nunca fugir

Sonhar é ser forte
É ter infinito amor
E apesar da dor
Ignorar a morte

Sonhar é preciso
Para a cabeça levantar
Os sonhos renovar
E a felicidade alcançar

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A falar com a Lua

A falar com a Lua, estou eu todas as noites,
Sozinha deitada, a chorar quase sempre,
Lembro-me de ti e dos momentos passados a teu lado.
A falar com a Lua, a recordar as palavras que me dizias,
A tentar lembrar de como era o teu sorriso,
Que Apenas recordo que era lindo e me enchia de orgulho.
A falar com a Lua, eu conto a alegria que sentia,
Quando te via chegar,
Algumas vezes com uma rosa pra me dar.
A falar com a Lua, com muita saudade,
Tento sentir o teu cheiro
E ouvir o som da tua voz.
A falar com a Lua, tento ver o teu rosto,
Ver o teu olhar a olhar-me,
Mas o tempo apagou a tua imagem.
A falar com a Lua, eu confesso a falta que sinto de ti,
Da tua presença que me foi roubada,
Do aconchego e protecção nos teus braços.
A falar com a Lua, renego a minha pouca sorte,
Ter-te perdido quando eras tudo aquilo que eu tinha
E a pessoa que mais amei.
A falar com Lua, choro a dor que ficou no meu coração,
Por me teres deixado sem uma explicação,
Como uma humilhação ao amor que por ti sentia.
A falar com a Lua, desabafo o que está dentro de mim,
Sentimentos que ninguém entende e acham ridículos
Por tanto tempo já se ter passado desde que foste embora.
A falar com a Lua, conto tudo o que fiz para que voltasses,
Ter-me deslocado naquele dia só para te ver,
Ali à minha frente estavas e nem para mim falaste.
A falar com a Lua, relembro a dor que senti,
Vendo-te ali e tendo que interiormente dizer-te adeus
Porque nunca mais te vi.
A falar com Lua, tento-me aconselhar,
Porque é enorme o medo de ficar sozinha para sempre
E nunca mais esta dor acabar.
A falar com a Lua, converso e peço
Que me dê forças para esquecer-te,
Ou me ajude a trazer-te de volta.
A falar com a Lua, e olhando para ela tenho esperança
De que do outro lado também para ela estejas a olhar,
Mas com a consciência de que não é em mim que estás a pensar.
A falar com a Lua, como diz esta música,
“Sei que aí fora em algum lugar tu estás,
Num lugar distante”.


 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

De Bela a Monstro

   
    Tenho pegado em personagens de histórias infantis e contextualizá-las na minha história de vida, e desta vez, a tão conhecia “Bela e o Monstro” que por mim se transformará “De Bela a Monstro”.
    Tudo começa nas redes sociais, cujas fotografias eu sou considerada “Bela”, são muitos os rapazes que elogiam o meu sorriso e a forma simpática como me expresso.
    Vão estando em contacto online, tomando sempre a iniciativa de conversar comigo, por me acharem linda e querida. E em poucos minutos já dizem que me querem conhecer pessoalmente, independentemente da distância, apenas com a explicação de que me acham diferente e especial.
    Então aqui a “Bela”, vê-se na obrigação de contar aquilo que as fotografias vistas sem atenção não mostram. Chega o triste momento de dizer que tenho um problema de saúde e que por isso estou numa cadeira de rodas, o que me faz ter algumas limitações físicas.
    É nesses momentos em que tenho que revelar a minha verdadeira realidade, em que escrevo e a as lágrimas escorrem-me pelo rosto, porque sei que a forma como me estavam a tratar até então iria mudar.
    Eu iria deixar de ser como qualquer rapariga da minha idade, iria perder todo aquele interesse e carinho, todas aquelas palavras lindas que me faziam sentir bem, ou seja, iria deixar de ser “Bela”.
    A minha auto-estima e a minha oportunidade de conseguir ter e ser um pouco como qualquer outra rapariga, cai por terra, depois de ser sincera e honesta, contando esse pequeno grande pormenor da minha vida.
    Surge aí a mudança, surge aí o título deste texto “De Bela a Monstro”, porque é num “Monstro” que depois me transformam, é num “Monstro” que me fico a sentir ao ver a forma como me passam a tratar e toda aquela indiferença.
    Seguidamente a minha mente adivinha apenas dois possíveis cenários: primeiro em que esses contactos em questão simplesmente me apagam e o segundo em que até me aceitam, mas somente na condição de amigos. Ou seja, todo aquele interesse, todas as insinuações de querer algo mais que amizade acabam ali, apenas por ser revelada uma diferença no aspecto físico, e a amizade me fosse dada como prémio de consolação.
    “De Bela a Monstro” é o termo perfeitamente correcto, é assim que me caracterizo ou me fazem caracterizar sempre que toda esta situação se repete e será isto justo?
     Será que é justo eu deixar de ser bonita, simpática, querida, ser a “Bela” só porque estou numa cadeira de rodas?
     Será que por ter limitações físicas me é imposto um rótulo de incapaz, de alguém incapaz de amar, ter afectos, ser o “Monstro”?
     Respostas a estas perguntas até hoje não tenho, apenas sei que para os rapazes vou continuar a ser a “Bela” que virou “Monstro” e eu vou continuar a sentir-me cada vez mais um “Monstro”.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

"Patinha Feia"

A “Patinha feia” nasceu
Nunca um passo deu
E cedo percebeu
Porque assim cresceu e sofreu.

Ela é diferente
Não intelectualmente
Mas fisicamente
Dá nas vistas a quem está presente.

O pai nunca a aceitou
Nunca a acarinhou
Ou visitou
Quando ela mais precisou.

Amigos ela não tem
Porque a eles não convém
Levar a sair alguém
Que depende de outro alguém.

Amor?
Só lhe causou dor
Amar alguém que não deu valor
Ao tão dedicado amor.

A mãe nunca a abandonou
Sempre a amou
E mimou
Sempre que ela chorou.

E como nas histórias de encantar
A “Patinha feia” põe-se a imaginar
A desejar e a sonhar
Vir um dia num cisne se transformar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Meu Príncipe

Nos meus sonhos tu existes e eu te chamo:
Onde estás meu Príncipe?
E sem cavalo branco,
Tu vens com carinho e amor a meu chamado.
Começo a ver a tua imagem,
O teu rosto a sorrir e a tua mão que se estende.
Não trazes contigo um sapatinho,
Trazes o pedacinho que falta para preencher o meu coração.
Seguras na minha mão e, dançámos,
Não ao som da música,
Dançámos ao som do silêncio,
Entre olhares doces e apaixonados.
Então um beijo delicado surge,
Um beijo capaz de falar,
E expressar os sentimentos mais íntimos.
Ali eu sei que não sou a tua princesa mais bela,
Sou a princesa do teu coração, meu Príncipe,
A única capaz de amar e ser amada daquele jeito
E viver naquele palácio de sentimentos verdadeiros.
As horas vão passando,
As badaladas da meia noite já se fazem ouvir,
E eu vou-me perdendo nos teus braços,
Que me seguram e me protegem
Dos meus medos e inseguranças.
Amanhece e acordo
E vejo que tu, meu Príncipe desapareceste.
Triste volto a chamar-te:
Onde estás meu Príncipe?
Mas desta vez não vens a meu chamado.
Então tenho noção que na realidade
Tu, meu Príncipe não existes,
Assim como os sentimentos e momentos que vivi.
Desesperadamente desejo
Que a noite chegue depressa,
Para poder voltar a estar contigo, meu querido Príncipe
E ser finalmente feliz.






domingo, 1 de maio de 2011

Hurricane (30 Seconds to Mars)




     Fiquei "vidrada" nesta música e decidi colocá-la junto deste texto por achar uma junção bem conseguida deste texto com o som e emoção que a música transmite.
     Coloquei-a também sobretudo neste mês, um mês marcante para mim... Quase perdi a vida faz 10 anos e anos depois tive nas mãos a felicidade que depressa perdi...
     Hoje não sei até que ponto foi bom ter sobrevivido, sinto que estou numa situação intermédia, fisicamente viva mas no meu interior a "morrer" aos poucos.

Paixão



Paixão é a mais bela e feia expressão
Capaz de dar voz à emoção
Fazendo pular desvairado o coração.
É aquela que cala a razão
Que deixa seguir o coração
Nos caminhos da ilusão.


Nesta ilusão que é a Paixão
Vai fortemente palpitando o coração
Correndo Mundo em busca daquela sensação
Que nada mais é que o prazer da paixão
Que começa num desejo
E depois nem suficiente é um beijo.
Por ter corrido tão desvairado
Sentindo-se humilhado e maltratado
O coração acalmou
E percebeu que tanto se esforçou
Mas nunca conseguiu ser amado
Apenas viveu loucamente apaixonado.

Perdidos anos a seguir o egoísmo e a ilusão
Desta bela e feia expressão
Chamada Paixão
Ficou o coração
Sozinho na escuridão
Por não conhecer o amor
E todo o seu valor

Generosidade, integridade, realidade….

domingo, 3 de abril de 2011

Retrato


Num retrato como este me mostro,
Ponto a ponto...
Assim como gosto
Apenas o rosto
Sem cor
Sem brilho
Sem sorriso.

Num retrato como este me mostro,
Ponto a ponto...
Um olhar que não viu uma infância
A brincar
A correr
A saltar
Apenas viu uma infância a passar.

Num retrato como este me mostro,
Ponto a ponto...
Um rosto sem uma adolescência
Vivida
Divertida
Feliz
Só uma adolescência a sonhar.

Num retrato como este me mostro,
Ponto a ponto...
Um coração que não vive uma fase adulta
Com alegria
Com amor
Com paixão
É um coração que vive infeliz com uma cicatriz.

Num retrato como este me mostro,
Sem o corpo que escondo
Por medo da rejeição
Só o rosto mostro
Assim como gosto
Num rosto que sou EU
Ponto a ponto...



quarta-feira, 2 de março de 2011

Solidão

Tenho uma “casinha” junto ao coração chamada solidão.
Refugio-me nela dia após dia,
Sem contar as horas em que lá permaneço.
É uma “casinha” escura a solidão,
Cada divisão só tem portas,
Que se fecham á medida que vou passando.
Não existe qualquer luz ou janela,
O som que ouço é apenas o som dos meus pensamentos.
Não há jardim ou flores na minha “casinhasolidão,
Por não haver alegria ou esperança,
Apenas murmúrios de tristeza e incompreensão.
Sinto frio e um vazio no peito que me sufoca,
Enquanto percorro aqueles corredores sem fim.
Ali nem as cores de um belo arco-íris sobrevive,
Só a cor negra de uma terrível tempestade persiste.
E entre sofrimentos e desgostos sem fim,
Vai a minha “casinhasolidão aumentando.
E eu ali me refugio naquele silêncio sombrio,
Enrolada no meu corpo, assustada e a chorar,
Em busca da minha alma.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

No Promisses (Shayne Ward)




   

     Não podia deixar de colocar este videoclipe com esta música que tem o poder de me fazer chorar sempre que a ouço.
     Não tenho palavras para descrever o que está no meu coração, cada lembrança, cada palavra dita e cada momento passado, continuam na minha cabeça e hoje sei que serão eternos no meu coração.
     Guardarei aqueles momentos em que consegui ser alguém, ser um pouco igual às outras raparigas, mas sobretudo recordarei os momentos em que fui feliz, mesmo que tivesse sido por pouco tempo.

     Esta música devolve-me aqueles momentos, faz-me sorrir e chorar por ter perdido tudo por ser como sou e sei que não mais voltarão...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Só Tu... Para Ti...

Só tu… meu Anjo,
Em cada noite que desabafo a chorar,
Tu estás comigo para me abraçar,
Fecho os olhos e no silencio consigo sentir a tua presença.
O meu coraçao aquece e como por magia,
Recupero forças para enfrentar mais um dia.

Só tu… meu Anjo,
Conheces-me como ninguém,
Reconheces que esta minha vida não é vida para ninguem,
Sabes das minhas tristezas, quais as minhas preocupaçoes.
E apesar de pelas pessoas ter sido deixada,
Por ti nunca fui abandonada.

Para ti… meu Anjo,
Como forma de também te abraçar,
E de ti falar,
Coloco esta música.
Não foi feita por mim,
Mas tem as minhas palavras cantadas assim:

"…Perdida, Esquecida,
Eu oro a ti,
Longe do Mundo,
Mas perto de ti…"


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2011

Dear 2011,


     A dias da tua chegada, encontro-me aqui a escrever-te, desejando que para além de mais um ano sejas um ano amigo, trazendo contigo um pouco de esperança.
     Gostaria que me ajudasses a encontrar um novo caminho para a minha vida, que encaminhasses os meus passos em direcções certas.
     Abre-me portas a novas oportunidades, sobretudo profissionais. Deixa-me tentar mostrar que sou capaz, que sei empenhar-me e dar o meu melhor, que consigo ser útil apesar das minhas limitações fisicas.
     Não permitas que eu seja esquecida aqui, sem opções e sem mais portas onde bater, ficando eu, apenas com sonhos e vontade de vencer e ser alguém na vida.
     Em relação a assuntos do coração, apenas te peço para me ajudares a esquecer a pessoa que mais amei, não quero nem posso sofrer mais por quem nunca gostou de mim e tão depressa me esqueceu.
     Não peço um novo amor, porque já me mentalizei que ninguém vai ser capaz de se apaixonar por uma pessoa como eu, seria pedir demais de alguém.
     Desta feita, dá-me coragem e força para conseguir encarar e conviver com a solidão em que se tornou os meus dias, a qual sei que vai permanecer hoje e sempre.


 My Dear 2011, abraça-me, abraça a minha vida e devolve-me o sorriso e a alegria de viver.