domingo, 1 de janeiro de 2012

2012


     My Dear 2012,

     Não vou cometer o mesmo erro ao fazer-te pedidos, como os que fiz em 2011, fazer-te pedidos tão banais e tão irreais, num Mundo que jamais mudará.
     Toda a gente, a segundos da tua chegada te pediu paz, felicidade, dinheiro, saúde, amor e trabalho, e eu pergunto-me para quê?
      Pedir paz entre os povos, entre simples mortais, quando até no Céu existe “guerra” entre o bem e o mal?
     Pedir felicidade quando há quem sofre tanto e outros que gozam com o sofrimento alheio, de sorriso estampado no rosto?
     Pedir dinheiro quando um pobre jamais deixa de ser pobre e o rico jamais chega a ser pobre?
     Ou pedir saúde quando não se padece de nenhuma doença e outros têm de nascer com ela e suportá-la até ao fim de seus dias?
     Se pensarem bem, talvez cheguem à mesma conclusão que eu, o Mundo foi criado assim, com dualidades, com injustiças e diferenças.
     O sol nascerá todos os dias, mas haverão pessoas que não o poderão ver, que viverão no escuro, imaginando como é o brilho do sol e a luz da lua.
     As vozes e cantos vão continuar a ouvir-se, mas existirão pessoas que não conseguirão falar e a forma de se fazerem “ouvir” serão os gestos ou choros.
     Os desportistas continuarão a ganhar medalhas nas mais variadas modalidades, mas haverão outros que nem os pés tocam o chão, nem os braços levantam.
     Os sons e as músicas ouvir-se-ão em qualquer lugar, mas irá haver quem viva com um único som, o silêncio.
     É assim que eu vejo o Mundo, como um “poço de contradições”, e cabe-nos vivê-lo o melhor possível, aproveitando o que ele tem de bom.

     2012? Vou ver-te assim, serás mais um ano que se inicia, trazendo dias alegres outros tristes e trazes contigo também a certeza de que nada irá mudar mas poderá melhorar, se todos contribuirmos, tendo consciência de que o Mundo existe não só para UM mas para TODOS NÓS.





     Não podia deixar de colocar aqui a música que escolhi para iniciar este ano...BETTER THAN I KNOW MYSELF, com certeza todos temos alguém que nos conhece melhor do que nós próprios nos conhecemos.