domingo, 8 de fevereiro de 2026

Prima

Querida prima,

Partiste para algum lugar

E hoje és a luz que segue

O nosso caminhar.

Vives na força de cada amanhecer,

Na calma do nosso anoitecer.

És a presença ausente

E o pensamento presente.

No sorriso do teu filho, tu estás

No choro da tua mãe, permanecerás.

Foste menina generosa,

Hoje és alma bondosa.

Serás a eterna simplicidade,

E para sempre, a infinita saudade.

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Meu anjo real

Olá meu anjo real

És um desafio crescente

Um amor incondicional

Desde que nasceste

Meu sorriso aparvalhado

Em ver-te crescer

Aquele desassossego desejado

No meu silencioso envelhecer

Sabes, com a "madi"

Nada pode ser igual

Apenas olho para ti

É a forma de cuidar- te especial

Tuas gargalhadas são magia

As birras o afeto

Que me enchem de alegria

Quando estás perto

És a minha filha do coração

A cor mais garrida

A mais bela emoção

A minha “bochechas” querida

Um ano da nossa história

És o presente celestial

A maior glória

O meu anjo real

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Sabes lá

 Sabes lá se és a inspiração 

A futura poesia

A passada nostalgia

A presente prisão


Sabes lá se és a depressão 

A única companhia

O convívio da melancolia

A grande contaminação 


Sabes lá se és o ar

O sufocante isolamento 

O ansiado desconfinamento

A utopia de voar


Sabes lá se és a alma

O grito calado

O pensamento libertado

A voz que acalma





quarta-feira, 3 de junho de 2020

Pensei

Pensei que o tempo passado
Não ia mais ser lembrado

Adormeço
O rosto já não existe
Só a presença persiste
Já não há solidão
Sinto o amor e a paixão
Volta a alegria de viver
A certeza de que tudo vou vencer

Acordo
Uma desilusão sem igual
E o dia começa mal
Quero chorar 
Para a dor apagar
A traição 
Que destruiu o meu coração

Pensei que anos volvidos
Apaziguassem sentimentos vividos

terça-feira, 26 de março de 2019

Dear 2019,

Faço hoje de ti um diário, um desabafo daquilo que sinto.
Já não há vontade para poemas, já não há vontade para escrever seja do que for. Mas preciso "falar" com "alguém", atenuar um pouco este "síndrome da garganta", de "engolir" e "guardar" tudo o que sinto pra mim.
Estou cansada de tudo, de fazer parecer estar tudo bem, apenas pra não preocupar quem me rodeia.
Apetecia-me desaparecer, mas desaparecer à séria, queria deixar de existir. Mas até para me matar preciso de ajuda! Nem pra isso sirvo!
Ser dependente grande bosta! Para o meu bem ou para o meu mal preciso dos outros!
Cansei de sorrir para as pessoas, cansei de esconder que estou a sofrer e que as dores de um braço partido já passaram. Contudo, as dores do meu coração não...
Chorei por um braço partido no dia 8 de Fevereiro, hoje ainda choro pelo abandono que senti.
Ao lembrar desse dia sinto revolta e mágoa. Sinto mais abandono, sim, mais abandono, mais prisão, mais solidão, mais dependência.
Sinto-me culpada por fazer as pessoas que amo sofrerem, por arrastá-las pra esta bosta de vida. Sem mim não teriam tantas preocupações, já teriam ido pra outro lugar, saido desta casa e começado de novo.
Mas cá estou eu! A mais como sempre! E mesmo tendo vontade, não consigo matar-me!
Toca a "engolir"! Toca a esconder! Toca a sorrir!
Chorar só quando ninguém vê. Nasceste pra viver assim, conforma-te, só os outros podem ser egoistas e acabar com a vida!
Tu tens que sofrer até ao fim...




terça-feira, 12 de junho de 2018

Faz dois anos que não escrevo aqui no blogue, perdi um pouco a vontade de o fazer, assim como o entusiasmo por escrever poemas.
Já não me encanta a escrita, já não me encanta a vida...
Quando perdemos os objetivos e os sonhos, uma parte de nós deixa de existir. Aquele empurrão, aquela vontade de nos superar, de atingir etapas desaparece...
Fui obrigada a crescer cedo, sempre tive que lidar com as dores físicas e emocionais, sempre tive que fazer um esforço extra para "ser alguém".
Este "ser alguém", foi algo sempre marcado em mim, tornou-se uma direção a seguir, um sonho a alcançar. Mas há sonhos impossíveis, e ser realizada profissionalmente e pessoalmente, tornou-se um caminho sem saída.
Hoje, muito pouca coisa me interessa, entrei numa espécie de "manual de sobrevivência". Onde um dia nada mais é que um mero dia, em que um ano é um sucessivo acumular de dias...
Como podem ver é uma vida emocionante, e escrever sobre ela é uma terapia para o meu desenvolvimento depressivo!
Valha-me ao menos pintar, tornar um desenho a preto e branco, num desenho colorido e animado.
É isso que tenho feito dos meus dias, pintar, trazer cores à minha vida...
Troquei a terapia da poesia pela anestesia da pintura!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Desenho

Nenhum desenho consegue ser perfeito,
Os traços por vezes copiados
Ou mesmo inventados,
Ganham vontade própria.
Cria-se algo que nunca aconteceu...
Inumeras tintas misturam-se,
E as cores escolhidas
Tornam-se promessas.
Claras como a luz,
Ou negras como a escuridao...
Trabalha-se o belo e o horrendo,
Difícil opção
Numa tela de sensações.
Ora a felicidade, ora a tristeza...
Marcando dois pontos de fuga,
Rabisca-se o horizonte
Infinito em ilusão,
E finito em desilusão...
Acaba-se o desenho,
Fingindo ou acreditando
Naquilo que se inventou.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Em Desassossego

Alegria!
O que seria?
Um rir compulsivo
Sem motivo?

Felicidade!
Será liberdade?
Um viajar mental
Sem lugar real?

Amor!
Será redentor?
Um intimo apego
Sem infinito desassossego?

Saudade!
Será ansiedade?
Um sentir da alma quente
Sem a presença de gente?

Viver!
Será sofrer?
Um corpo a suportar
Sem poder aguentar?


Morrer!
Será só desaparecer?
Um varrer da multidão 
Sem o receio da solidão?

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Sou livre!


Sou livre! Cada vez mais livre...
A cada sorriso meu,
A cada segundo que respiro,
Sou livre!
Não sou feliz, nem sou triste,
Fiz da solidão uma evolução.
Sou cada vez mais livre...
E ilumino a escuridão com boa disposição.
Vivo um conto de fadas real,
Que existe só dentro de mim.
Sou livre!
Por ser simples,
Genuína quando falo
E poetiza quando penso.
Sou cada vez mais livre...
Aceitei a minha existência,
Sendo como Sou.
Posso não existir dentro de alguém,
Mas existo neste Mundo.
Sou livre! Cada vez mais livre...
Hoje, amanhã, e todos os dias!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Arco-Íris


Toda a poesia
Vira melancolia
Sem amor
Sem cor...

Os versos perdem o sentido,
Tudo vira desgraça
Em preto e branco esbatido,
Sem a graça 
De um arco-íris.

Pinto aquelas cores
Como deslumbrantes flores,
Enfeito o meu coração
Com o arco-íris da ilusão.

Lindo, é ver chover,
As tonalidades aparecer,
Carregando a felicidade
Após a tempestade.

Magia perdida, adoeço,
Nas sombras permaneço.
Vou então colorir,
Para sentir
Todas as cores da poesia...

terça-feira, 23 de junho de 2015

Voltar

O que vivi não vai voltar
Nem depressa nem devagar.
E em mim já nada existe
Sou uma triste.

Roubada foi a oportunidade,
Pura maldade
Desta maldita doença 
Que carrego de nascença.

As limitações impedem-me de sonhar
Não consigo me libertar!
Anseio crescer,
Tenho o direito de viver!

O que tive não vai voltar
Já nem me vou importar.
Nada será igual
E eu nunca serei "normal".

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Humana

Que mais queres Tu de mim,
Já não chegou aquilo que me fizeste,
Mesmo antes de eu nascer?
Foste Tu que escolheste a minha vida,
Porque me fizeste assim?
Se era para viver dependente
E presa a uma cadeira de rodas,
Porque quiseste que eu pensasse
Ou percebesse o que me rodeia?
Podias ter-me feito "tolinha",
Viveria feliz no "meu mundinho".
Contudo, deste-me estudos,
Não sou ignorante
Mas para muitos não passo de uma inútil.
Tu deixaste que me humilhassem,
Por achares graça ao tratarem-me como "diferente".
Podias ter-me poupado a sofrimentos,
Se naquela cirurgia
Tivesses-me "levado pra Tua beira".
Mas segui a Tua vontade...
E deixaste que a pessoa que amei fosse embora,
Porque me mostraste o que é o amor?
Aprendi o que é a amizade
E os amigos onde estão?
Aqui só, ouve-me...
Deixa-me desistir,
Quem disse que eu era capaz?
Sou apenas uma pequena humana,
O meu corpo é frágil,
O meu coração está ferido
E a minha alma sangra.

sábado, 19 de julho de 2014

Mar

Mar
Deixa escrever-te...
Deixa contar-te as minhas mágoas.
Abafar nas tuas águas 
Meus gritos doloridos, 
Há muito contidos.

Nas ondas o meu sonho lancei
E tempo sem fim esperei...
Minhas mãos de azul se mancharam,
Molhados meus olhos ficaram.

Como a tempestade em areias desertas,
São as voltas da vida incertas.
Agora...
Preciso partir
E que me façam sorrir.

Deixa-me descansar...
Novos mares procurar
Novos olhares encontrar,
Tão profundos e de encanto
Que busco nem sabes quanto.



terça-feira, 13 de maio de 2014

Alma

Minha amiga imaginária
Ou conversadora solitária?
Meu interior confidente 
Ou "habitante" secreto permanente?

És alma simplesmente...

Uma estrela companheira
Que me ilumina por inteira.
Uma guia que orienta
Quando meu corpo desalenta.

Meu olhar esperançado 
Apesar de um corpo deformado.
Minha vontade de voar,
Se nem consigo andar.

Alma...

Um Mundo imaterial,
O meu lado sentimental
E o peso da solidão,
No meio da multidão.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Memórias

Faço do meu coração
Uma "caixinha" de recordações.
Nos meus sussurros silenciosos,
Abro essa "caixinha"
E retiro dela pequenas pérolas preciosas.
Revivo e revejo cada momento,
Reconheço-me naquela menina sorridente
E a saudade vem...
Sem conseguir parar,
Vou tirando mais pérolas preciosas
Da minha "caixinha" de recordações.
Até que a lembrança de ti surge...
Consigo ver-te novamente,
Consigo amar-te mais uma vez.
E assim fico durante horas do meu dia,
Ignorando os silêncios sofucantes,
Imaginando-te ainda aqui comigo.
Tu és a minha marca do passado,
A pérola mais preciosa
Que a minha "caixinha" de recordações possui.
Na insignificância do que hoje sou,
Procuro-me na alegria de outrora,
Encontro-te e refaço a nossa história
Através das minhas memórias...

sábado, 8 de março de 2014

Mulher

Hoje és mulher madura,
Ontem  eras criança insegura,
Menina de olhar irreverente
E tresloucada adolescente.

És aquela mulher
A quem o tempo muito ensinou
E que na derrota recomeçou.
Aprendes-te a amar a vida,
A não dar a luta por vencida.

És a maturidade
Não pela tua idade,
Mas pelos fardos que carregaste,
Marcadas nas rugas com que ficaste.

És mulher
Ser que busca em si a perfeição,
Que pensa e age  pela emoção.
És o ser do coração
A pura  alma e paixão.

És mais que beleza ou juventude
Tudo em ti é atitude.
De quem sabe bem o que quer

Porque és simplesmente… mulher.



sábado, 1 de fevereiro de 2014

A escrever

A escrever 
Faço das letras
Esvoaçastes borboletas.
Poesias que pairam exprimindo
O que em mim vou sentindo.

Podes ser rainha
Podes ser princesa
Nunca estarás sozinha
Deitas fora a tristeza.

A escrever
És contadora de histórias
Falas das lutas e vitórias.
Valorizas a persistência
De quem vive com uma deficiência.

As palavras têm o poder
De o Mundo ver.
Com minhas rodas me dou a conhecer
A escrever...

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Tempo




Tempo
Quanto mais te quero
Menos tu me dás,
Quanto mais te espero
Mais a minha vida anda para trás.

Tempo
Mestre do ontem e do agora,
Um renascer a toda a hora.
Dos sentimentos sem idade
Te ergues na eternidade.

Tempo
Rei do mistério,
Dos encantos que não levo a sėrio.
Dono do meu desejo pendente
Pedido naquela estrela cadente.

Tempo
Meu presente diário
Sem regras ou horário.
Senhor do meu caminho
Que sigo devagarinho.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Acredita

Acredita,
Que um dia vais acordar
E voltarás a amar.
O vazio vai terminar
Quando o amor chegar.

Acredita,
Que a tristeza acaba
Que o teu Mundo não mais desaba,
Quando voltares a rir
E não pensares em desistir.

Acredita,
Que tens valor
Que encontrarás um amor,
Aquele que te merece
E o seu coração oferece.

Acredita,
Que o mal é esquecido
Depois de teres conhecido,
Alguém generoso
Admirável e amoroso.

Acredita,
Que os medos que tenhas tido,
Que tudo o que tenhas vivido
Apenas te fizeram crescer
E te deram mais coragem pra viver.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Aproxima-se o fim de mais um ano, daqui a umas semanas chega mais um aniversário e tudo permanece igual... Não cheguei a lugar nenhum...
Continuam a haver inúmeras coisas que queria viver, sítios que queria ver, gargalhadas que queria dar...
Continuo a deparar-me com a irónica situação de ser "boa" de mais para ser integrada em determinadas instituições, e "má" de mais para entrar no mercado de trabalho.
Continuo a ter a mesma visão da vida:
Um passado que me derrotou, um presente tão sem graça e um futuro roubado.