É triste amarmos uma pessoa e não sermos correspondidos, ter o privilégio de saber como é amar , mas não ter esse amor em troca.
Lembro das minhas paixonetas de adolescente, da tristeza e angústia que sentia por não ter coragem de revelar os meus sentimentos, fosse por quem fosse.
Nunca fui capaz de dizer o que sentia, por receio de poderem rir-se de mim ou por saber que não aguentaria suportar a rejeição e o desprezo.
A verdade é que vivi assim muitos anos, tendo os meus amores como amigos e vendo as minhas melhores amigas, ocuparem o lugar que deveria ser meu.
Nos momentos mais difíceis pelos quais passei, desejava ter com quem partilhá-los, alguém que estivesse do meu lado, para além da família. Alguém que me fizesse sorrir, quando a tristeza batesse, que me desse importância e valor, fazendo-me acreditar que valia a pena viver.
Mas essa pessoa não existia e tive de crescer sozinha, aprendendo a lidar com a “diferença”, fazendo dessa batalha e desse fardo só meus.
Com uma vida imposta de obstáculos, era muito natural que também as portas do amor se fechassem para mim, e que nunca encontrasse a chave do coração daqueles amores platónicos.
Ser amada, tornou-se um sonho de menina, e um desejo de mulher.
Lutar e ser forte perante a vida, sem nunca desistir, porque é isso que esperam de quem é “diferente”.
Sem esquecer aqueles sonhos de príncipes encantados, as trocas de palavras de amor e o toque suave de lábios doces e carinhosos.
Esta é um pouco a descrição de como SOU…
O tempo não apagou a vontade de ser igual na “diferença”, e aquela menina ainda sonha em ser amada…
linda a musica e lindo o teu texto. Obrigada por seres minha amiga ficarás no meu coraçao sempre <3
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